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Flávio Bolsonaro foi para os EUA, dizem aliado do senador e fonte do governo norte-americano à Reuters

Redação Fenasdetran29 visualizações
Flávio Bolsonaro foi para os EUA, dizem aliado do senador e fonte do governo norte-americano à Reuters
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ABCTrans
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi para os Estados Unidos, confirmaram à Reuters nesta terça-feira um aliado próximo do parlamentar ​e uma fonte do governo dos EUA, após Flávio ​descumprir o prazo estabelecido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para entregar seus passaportes à Polícia Federal. A Reuters não confirmou com quem o senador viajou aos EUA, mas apurou com uma terceira ​fonte que as duas filhas ⁠do parlamentar não ​foram para as escolas que cada uma delas estuda em Brasília ⁠nesta terça. Procurada, a defesa de Flávio Bolsonaro não respondeu ​de imediato a pedido de comentário. Na véspera, em vídeo publicado em suas redes sociais após ser intimado para entregar seu passaporte em 24 horas, Flávio negou ‌ter a intenção de deixar o Brasil e ‌disse que ​ficaria no país para, segundo ele, organizar a oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito no domingo ao derrotar o senador no segundo turno da eleição presidencial. Moraes determinou ‌a entrega dos passaportes de Flávio no âmbito de um inquérito em que o senador é investigado por lavagem de dinheiro juntamente com o advogado Willer Tomaz, amigo do senador. Ambos os acusados negam qualquer irregularidade. A decisão do ministro do STF foi tomada após o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, dizer em uma transmissão nas redes sociais que Flávio deveria deixar o país caso perdesse a eleição presidencial e que iria liderar a oposição brasileira. O paradeiro de Flávio era desconhecido, após um veículo ‌de imprensa argentino afirmar que ele teria entrado no país e viajaria de lá para os Estados Unidos. O governo argentino disse não ter registro da entrada ​de Flávio. PASSOS DO PAI? O mistério em torno do paradeiro de Flávio levantou preocupações de que ele possa seguir os passos do pai, o ‌ex-presidente Jair Bolsonaro, que viajou para os Estados Unidos depois de se recusar a reconhecer a derrota para Lula na eleição presidencial de 2022. Jair Bolsonaro acabou retornando ao Brasil, ‌mas posteriormente foi condenado a 27 anos ‌de prisão por tentativa de golpe de Estado. Flávio ainda não reconheceu oficialmente a derrota no domingo. No dia da votação, ⁠afirmou que buscaria a anulação do resultado alegando irregularidades após a prorrogação do prazo de votação. Posteriormente, disse que pediria a cassação da chapa de Lula ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No entanto, seu partido, o PL, declarou na segunda-feira que reconhecia a vitória de Lula. Após notícias na imprensa argentina ​sobre a presença de um ​avião particular no Aeroporto Internacional de Puerto Iguazú, na fronteira entre Argentina e Brasil, as autoridades argentinas inspecionaram a aeronave e sua tripulação. Segundo o comunicado, não encontraram nenhum plano de voo que listasse a família de Flávio Bolsonaro. Um porta-voz do presidente argentino Javier Milei, aliado da família Bolsonaro e que ainda não parabenizou Lula pela vitória, afirmou que “não há pedido de asilo”, recusando-se a fornecer mais detalhes. Enquanto isso, uma autoridade da Polícia Federal ⁠afirmou que Bolsonaro não deixou o país por nenhum posto regular de controle migratório.
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